o meu querer é simplório,
respira oxigênio amargo
num peito de deletério
e mesmo que nu, as claras
sofre em face ao riso vão,
já cansado de mistério.
meu querer é pó de estrada
silencia, assenta ao chão
pensamento na madrugada
seja sonho ou solidão.
quero água, tenho sede
pr'esta ansia de ilusão,
não sacio em rever-te
em meu pobre coração.