quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cogito, ergo sum

Paradas, estagnadas, e incompreensíveis, todas elas estavam como que mortas e descansadas. Tudo pleno são, só e submerso no marasmo inquestionável, de onde tudo pode ter surgido. Cores distintas e indiferentes, existentes por si só, procurava o brio, as semelhanças, particularidades, saudades.Algo faltava.Não era carne, corpo, cérebro ou membros.Qualquer coisa, mesmo que insólita não pode ser, sem provar a si mesmo que existe(mesmo que se iluda).Por um instante jurou que ouvira como que um sussurro, as portas mesas e cadeiras vocalizaram: conhece algum sentido que exista por si só? E o silencio era o cogito, sem a certeza da existência.